O processo da psicanálise
- Pedro Kunzler
- 21 de jan. de 2022
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A Psicanálise é uma abordagem terapêutica baseada na observação de que as pessoas, geralmente, não têm consciência dos inúmeros fatores que determinam suas emoções e comportamentos. Por outro lado, estes fatores inconscientes costumam ser a fonte de consideráveis sofrimentos e de infelicidade, podendo se manifestar na forma de sintomas como: angústia, fobias, compulsões e sentimentos de vazio e solidão.
Também estes sintomas estão presentes na raiz das perturbações, na estruturação da personalidade, nas dificuldades de relacionamento no trabalho, nos relacionamentos interpessoais e amorosos, assim como nos sintomas psicossomáticos, nas alterações do humor e da autoestima.
A análise pessoal é o caminho para a descoberta deste inconsciente, promove o autoconhecimento e melhora a nossa maneira de se relacionar com o mundo e com os outros.
Um dos grandes paradigmas da psicanálise, se comparada com outras técnicas psicoterápicas, é o tempo necessário de trabalho em sessões. É comum ouvir relatos de pessoas que enfrentam anos a fio em terapia. A frequência alta de sessões foi preconizada por Freud como parte do processo psicanalítico. Ainda hoje é vista como a principal forma de estabelecer o vínculo terapêutico entre psicanalista e paciente, essencial para o processo.
Diferentemente do que muitos pensam, a alta não deve ser perseguida como o objetivo máximo da terapia. Essa expectativa seria, inclusive, um entrave para o avanço no processo analítico. A melhora é percebida ao longo do processo, como a montagem de um quebra-cabeças.
A psicanálise não busca apenas suspender o sintoma ou o comportamento indesejado apresentado pelo paciente. Visa um aprofundamento que permite perceber a origem do mal interno, tornando-o consciente. Também aumenta e melhora o funcionamento psíquico. Por isso, é um processo mais longo.



